Empresa de ônibus volta novamente a pedir recursos para Prefeitura de Franca

A São José, operadora do transporte coletivo em Franca sob regime de concessão, divulgou no final da manhã que participa hoje de uma reunião com a Emdef para tentar, em conjunto, buscar uma solução para a greve movida pelo Sindicato dos Motoristas de Franca e Região. A greve foi deflagrada porque a empresa não pagou o salário.

A concessionária ainda aguarda o posicionamento da Justiça sobre a ação na qual tenta garantir uma quantidade mínima de ônibus nas ruas.

Nesta terça-feira (23), a empresa recebeu notificação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca (Emdef), órgão gerenciador e responsável pelo transporte em Franca, para restabelecer o serviço.

Conforme a nota da São José, a paralisação não é de inteira responsabilidade dela porque a “decisão de paralisar o serviço partiu do Sindicato dos Rodoviários, entidade que tem conhecimento da situação financeira da operadora, assim como a mesma é de conhecimento da Prefeitura e da Emdef, que tem acesso a todas as informações operacionais, conforme previsto em contrato”.

A empresa vem divulgado que tem problemas financeiros para operar desde o início da pandemia, em 2020. Com as medidas restritivas tomadas houve prejuízos a todos os setores da economia. No transporte público municipal, a São José divulgou que o número de passageiros transportados despencou até 80%.

Conforme a concessionária, o período de 15 dias de lockdow em Franca (27 de maio a 10 de junho) não permitiu que houvesse receita para pagamento dos funcionários.

“Importante lembrar que o contrato prevê revisão anual dos custos mas, ao longo dos últimos quatro anos, mesmo com os constantes aumentos nos preços do óleo diesel, salários, pneus, peças e acessórios, entre outros, nada foi feito no sentido de buscar o equilíbrio econômico-financeiro. Hoje, cerca de 45% dos passageiros são transportados de forma gratuita na cidade”, alegou a São José.

A Prefeitura tentou aprovar auxílio emergencial para a concessionária no valor de R$ 1,35 milhão, mas diante da iminência de ter o projeto rejeitado na Câmara o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) voltou atrás.

Existe a crítica que se a Prefeitura for ajudar a empresa, deveria também apoiar outros setores que também foram atingidos pela pandemia.

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