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Como foi a paralisação de rodovias em 2018 e o que muda no protesto de 2022

O bloqueio de diversas estradas em todo Brasil chega hoje ao seu segundo dia. Na madrugada desta terça (1), o Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, que determinou a imediata liberação das estradas. Caberá à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e às Polícias Militares de cada Estado cumprirem a ordem. Segundo a PRF, 271 vias estão obstruídas.

A maior greve dos caminhoneiros da história ocorreu em 2018 e durou 10 dias. Na ocasião, a categoria pleiteava o aumento do valor do frete para compensar a alta do diesel. Desta vez, a justificativa é a insatisfação dos caminhoneiros com o resultado eleitoral, que deu a vitória a Lula na disputa à presidência.

Porém, essa manifestação contra o resultado eleitoral não tem o apoio do movimento de 2018. Ainda na segunda-feira (31/10), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) repudiou os protestos em uma nota, classificando-os como “antidemocráticos”.

Em 2018, a greve dos caminhoneiros gerou impacto direto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho. Antes do movimento, a projeção de inflação era de 0,22%. Porém, o resultado final foi de 1,26%. O resultado de julho também ficou acima do esperado, alcançando 0,33% ante os 0,22% projetados.

Outro reflexo negativo foi o desabastecimento dos postos de combustíveis, formando enormes filas de carros. A crise foi tão intensa que apenas 15% dos postos estavam sendo reabastecidos no Rio de Janeiro e 12% na Grande São Paulo. Também foi registrado aumento no valor dos combustíveis em todo o país.

O impacto das ações isoladas é grande, com a possibilidade de falta de abastecimento de remédios e comida nos mercados do país. Além disso, as ações ainda atrapalham a circulação de pessoas, algo que já gerou o cancelamento de 25 voos no aeroporto de Guarulhos.

Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, afirma que os bloqueios também geram impacto no comércio exterior do país. O executivo afirma que o Brasil é muito dependente da sua malha rodoviária e, por este motivo, o problema é ainda mais grave.

“Com os bloqueios, o fluxo normal de caminhões é interrompido. As cargas que deveriam chegar aos seus destinos deixam de ser entregues. É um problema em cadeia, que impacta diretamente o consumidor final. Com o desabastecimento dos produtos no mercado, a tendência é de que os preços comecem a subir”, explica o executivo.

Pizzamiglio alerta ainda que os bloqueios podem afetar o comércio exterior, uma vez que os produtos não conseguem chegar às suas rotas de escoamento. “Para qualquer mercadoria chegar no território nacional e ser entregue ao seu destino ou, para qualquer mercadoria ser encaminhada para a exportação, somos dependentes das nossas estradas. Isso porque cerca de 65% do transporte de cargas do Brasil passa por essas estradas”, afirma o diretor.

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