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Engenharia Nuclear é novo curso da Universidade de São Paulo a partir de 2021

Foto: Divulgação

O ano de 2021 trará novas oportunidades para quem busca cursar o Ensino Superior na Universidade de São Paulo (USP). Além do curso de Ciência de Dados, a instituição passará a oferecer também a habilitação em Engenharia Nuclear pela Escola Politécnica (Poli), no campus Cidade Universitária.

Com duração de cinco anos em período integral, o ingresso poderá ser feito pelo vestibular da Fuvest ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Apesar de o país possuir muitas atividades relacionadas à energia nuclear em aplicações industriais, biomédicas e agrícolas, há falta de profissionais com formação específica no setor. Ou seja, existem poucas pessoas capacitadas para trabalhar na área e necessidade de se renovar a mão de obra qualificada.

Por isso, surgiu a necessidade da criação de uma graduação capaz de suprir essa demanda em alguns anos, conforme destacou o coordenador do novo curso, professor Cláudio Schön, à reportagem do Jornal da USP.

A nova formação fará parte da carreira Engenharia de Materiais, Metalúrgica e Nuclear, que terá 55 vagas disponíveis no vestibular. Os estudantes terão grade curricular comum, podendo optar pela especialização em Engenharia Nuclear ao fim do terceiro ano.

“A partir dessa fase, passam a estudar disciplinas específicas da área, como processamento de combustíveis nucleares e experimentos no reator nuclear. Esta, oferecida pelo Ipen de maneira optativa para todos os cursos da USP”, explica o professor, referindo-se ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), parceiro da Poli na criação do curso e cuja sede fica dentro da Cidade Universitária, no bairro do Butantã.

Abrangência

Segundo o docente, a Engenharia Nuclear não é restrita à produção de energia elétrica ou à produção de bombas, como muitos acreditam.  Muito além desses aspectos, ele explica que esse tipo de engenharia está relacionado à vida cotidiana em áreas biomédicas, industriais e agrícolas. “Pouca gente percebe que ao fazer um exame de imagem, por exemplo, está utilizando um equipamento que foi produzido em um reator nuclear. Boa parte da operação de reatores é dedicada à produção de radioisótopos para a medicina nuclear”, acrescenta.

Desse modo, os engenheiros formados nesta carreira poderão atuar em diversas áreas, tanto na indústria, como em setores governamentais. Atividades como projetar instalações nucleares, delinear processos de fabricação de combustíveis nucleares, operar e gerenciar reatores ou instalações que fazem uso de fontes radioativas, além de laboratórios de controle de qualidade com acesso a materiais radioativos, também especificar e selecionar materiais e efetuar a análise de falhas em equipamentos que estão em serviço num ambiente nuclear.

“Será um curso muito bom. Esperamos que os alunos interessados na área respondam ao nosso chamado. Eles não se arrependerão, pois iremos nos dedicar muito à formação deles”, finaliza Cláudio Schön.

*Matéria Governo de São Paulo

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