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Polo calcadista de Franca depende de R$ 132 mil para brigar contra concorrência chinesa

Valor refere-se a cota para entrar em processo andidumping contra o calçado vindo da China

Na tentativa de dificultar a importação de calçados chineses a preços baixos e ocorrer concorrência desleal com o setor calçadista nacional, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) está mobilizando entidades de todo o Brasil para mover um processo de antidumping. Está em vigência uma medida como essa, que sobretaxa os calçados chineses em US$ 10,22 por par, mas ela vencerá em março de 2021. Um pedido de renovação dessa medida vai custar em torno de R$ 2 milhões para o mercado nacional mover.

Para o polo calçadista de Franca, a cota para entrar nessa fatia do processo é de R$ 132 mil e quem está responsável por angariar os recursos na cidade é o Sindicato da Indústria de Calçado de Franca (Sindifranca).

Na cidade existe em torno de 1 mil empresas, o que daria cerca de R$ 132 de contribuição para cada indústria fornecer para garantir a cota do pólo francano. Porém, o Sindifranca tenta articular com a Prefeitura de Franca apoio para garantir que esse recurso seja arrecado.

“O custo de um processo antidumping é bastante elevado, pois envolve uma pesquisa profunda do mercado nacional e dos mercados a serem analisados, como praticantes do dumping. A Abicalçados orçou os custos processuais em R$ 2 milhões, a ser rateado entre todos os polos calçadistas do país. Ao polo calçadista de Franca coube a fração de R$ 132 mil. O Sindifranca está em busca de apoio da Prefeitura Municipal de Franca e de outras instituições”, informou o presidente da entidade, José Carlos Brigagão do Couto, em comunicado.

O ofício encaminhado para o prefeito Gilson de Souza foi datado de 27 de maio deste ano e o tema ainda está em tratativas. “Com o fim da vigência deste antidumping, os calçados chineses deixam de ser sobretaxados, e com isso, chegarão a preços ainda mais baixos ao nosso mercado interno, prejudicando os produtos nacionais, já que os custos de produção chineses não se comparam aos do Brasil. Sem a continuidade do direito antidumping, o setor calçadista definhará de vez diante de sua impotência frente ao Custo-Brasil e a concorrência dos calçados asiáticos”, previu o Sindifranca, em seu comunicado.

Além da Prefeitura, a entidade de classe convocou todos os empresários calçadistas, que sejam associados ou não, para envolverem-se na proposta de arrecadação dos recursos.

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