Projeto educacional consegue formar adolescentes internados na Fundação Casa de Franca

Em um importante marco na trajetória educacional, 391 jovens que cumprem medida socioeducativa na Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) conquistaram neste mês de janeiro a certificação dos ensinos Fundamental e Médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL). Na Fundação Casa de Franca, 5 internos conseguiram o diploma.

Os participantes são de centros socioeducativos de diversas cidades paulistas, com destaque para a Capital e Região Metropolitana de São Paulo: São Paulo (140 jovens), Santo André (11), Franco da Rocha (10), Itaquaquecetuba (6), Guarulhos (4), Osasco (2), Diadema (1) e São Bernardo do Campo (1). No litoral, em São Vicente (8), Guarujá (6) e Praia Grande (6). No interior, Lins (35), Ribeirão Preto (32), Araraquara (14), Irapuru (15), Cerqueira César (12), Sertãozinho (11), Araçatuba (9), Mogi Mirim (9), Campinas (8), São José dos Campos (6), Iaras (6), São Carlos (5), Franca (5), Botucatu (5), Limeira (4), Marília (4), Sorocaba (3), Atibaia (3), Bauru (3), Piracicaba (2), Itapetininga (2), São José do Rio Preto (2) e Taubaté (1).

O jovem Diego (nome fictício) compartilhou a emoção de concluir o Ensino Médio e se preparar para novos desafios: “Concluir essa etapa educacional é uma vitória enorme para mim. Agora, vou me dedicar aos vestibulares e aproveitar essa oportunidade para transformar minha vida”.

As provas ocorreram nos dias 29 e 30 de outubro de 2024, em 81 centros de atendimento de 39 municípios do Estado de São Paulo. O Encceja PPL tem quatro provas objetivas, elaboradas para cada nível de ensino, abordando as seguintes áreas do conhecimento: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; além de uma redação.

De acordo com a gerente técnica da Gerência de Governança da Educação (GGE) da Fundação CASA, Neuza Flores, o empenho das equipes pedagógicas foi fundamental: “Foi um trabalho conjunto com os professores da rede estadual para garantir que esses adolescentes conquistassem sua certificação. Trabalhamos juntos para oferecer um ensino de qualidade, criando condições para que cada um pudesse alcançar esse resultado, que é fundamental para seu futuro e reintegração na sociedade”, afirmou.

A parceria entre a Fundação CASA e a Secretaria de Estado da Educação é essencial para garantir o acesso à educação nos centros de atendimento. Com aulas ministradas por professores da rede pública e acompanhamento pedagógico contínuo, os jovens são incentivados a retomar os estudos e a se preparar para os exames de certificação.

“Cada diploma conquistado é uma chave para novos horizontes. Esses jovens podem reescrever suas histórias, buscar qualificação profissional e se tornar protagonistas de suas próprias vidas. A educação abre portas, e é isso que queremos proporcionar a eles”, ressaltou a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, sobre a importância dessa conquista.

Encceja PPL
O Encceja PPL é um exame destinado a pessoas privadas de liberdade que buscam a certificação dos ensinos Fundamental ou Médio. Aplicado nos sistemas socioeducativo e prisional, o exame avalia conhecimentos para obtenção do diploma ou proficiência em disciplinas específicas. Criado em 2002 para o Ensino Fundamental, passou a certificar também o Ensino Médio em 2017, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o Ensino Fundamental tem duração de nove anos, com início aos seis anos de idade e conclusão prevista aos 14 anos. Já o Ensino Médio é destinado a adolescentes com idades entre 15 e 17 anos.

Sobre a Fundação CASA
A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA), vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, com base no ato infracional e na idade dos adolescentes, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social.

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