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Réus na Operação Sharks são condenados por lavagem de dinheiro e associação criminosa

A partir de denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) no âmbito da Operação Sharks, quatro pessoas ligadas à facção criminosa conhecida como PCC foram condenadas por crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça fixou as penas em 12 anos e seis meses para dois dos réus e de 16 anos e 11 meses para os outros dois. Eles foram acusados de movimentar para o PCC, entre 2018 e 2019, cerca de R$ 1 bilhão.

Segundo o apurado por promotores de Justiça que atuaram no caso, doleiros prestavam serviços aos réus para possibilitar a ocultação de valores provenientes do tráfico de drogas.

Um dos condenados havia sido preso em Pernambuco, enquanto outros dois foram localizados no Paraguai e extraditados. O quarto réu está foragido e foi julgado à revelia.

As investigações, conduzidas por uma força-tarefa composta por oito promotores de Justiça e agentes de investigação do GAECO com apoio da PM, foram iniciadas no primeiro semestre de 2019 a partir do cruzamento de múltiplos dados, mirando os principais escalões da facção.

Em setembro de 2020, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco), com apoio da Polícia Militar e do 1º Batalhão de Polícia Militar de Choque (Rota), deflagrou, a Operação Sharks para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra lideranças do PCC.

As investigações, conduzidas por uma força-tarefa composta por oito promotores de Justiça e agentes de investigação do Gaeco e com apoio da PM, foram iniciadas no primeiro semestre de 2019, a partir do cruzamento de múltiplos dados, mirando integrantes dos principais escalões da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As provas colhidas revelaram que a cúpula da facção movimentou cifras milionárias, quantia decorrente, primordialmente, do tráfico de drogas e da arrecadação de valores de seus integrantes, tudo com rigoroso controle em planilhas. As investigações revelaram a cadeia logística do tráfico de drogas da facção, bem como a sucessão entre suas principais lideranças à frente da fonte de maior renda da organização criminosa, indicando, ao final, a participação de 21 pessoas, algumas presas durante a apuração.

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