Vítimas recebem ajuda de funcionários de bar após empresário levantar suspeita para adulterar bebidas

Depois que um empresário francano de 46 anos foi flagrado colocando alguma mistura na cerveja de duas mulheres que estavam com ele no bar The Spot, na avenida dos Sapateiros, a mobilização interna do espaço comercial para apoiar as vítimas foi imediata. A reportagem apurou que existe sistema de monitoramento em todo o espaço do bar e ao identificarem a suspeita sobre uma possível mistura na bebida, a direção teria acolhido as duas mulheres e fornecido o máximo de informações para que elas pudessem decidir sobre o que seria feito.

As mulheres, de 31 e 34 anos, chegaram a sentar à mesa com o empresário depois que houve a suposta mistura e elas beberam a cerveja.

O material em vídeo que indicou a possível mistura de algum produto na bebida foi também fornecido às vítimas para garantir que elas tivessem subsídio para realizar registro de boletim de ocorrência. As bebidas também foram monitoradas para permitir que houvesse apreensão e encaminhamento para perícia, na tentativa de identficar se houve algum crime.

O empresário, que tentou sair do bar enquanto era monitorado por sistema de câmeras, acabou sendo retido para não fugir do local. Porém, pessoas que estavam no bar presenciaram a situação e passaram a agredi-lo. Um outro cliente que estava no local retirou o empresário.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Franca e perícia das bebidas deve ter laudo concluído no prazo de até 30 dias.

Não se Cale

O Governo de São Paulo fez capacitação ano passado e obrigou que bares saibam protocolos para combate à violência contra mulheres, no projeto chamado Não se Cale. O curso começou em janeiro deste ano.

O protocolo foi criado pelo Governo de SP para reforçar as estratégias de proteção das mulheres em estabelecimentos privados e públicos, padronizando formas de acolhimento e suporte do poder público.

Agora, a mulher que precisar de apoio pode pedir ajuda tanto verbalmente quanto por meio de um gesto já utilizado mundialmente para simbolizar essa necessidade e que, agora, passa a ser adotado em São Paulo e divulgado amplamente pelo poder público e entidades empresariais e comerciais. O sinal é feito com apenas uma mão: palma aberta para cima, polegar flexionado ao centro e dedos fechados em punho.

Diante da solicitação ou situação suspeita de assédio contra uma mulher, os profissionais capacitados deverão acolher a vítima em espaço reservado e seguro – longe do agressor –, oferecer acompanhamento até o carro da pessoa ou veículo por ela acionado para sair do local.

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