A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma nova fase das investigações sobre a fraude contábil bilionária envolvendo a Americanas. Entre os alvos da operação está o empresário Marcel Telles Sicupira, um dos principais acionistas da companhia, além de ex-conselheiros da empresa e executivos ligados a instituições financeiras.
A ação foi autorizada pela Justiça Federal, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o objetivo da medida é preservar recursos que poderão ser utilizados para ressarcir os prejuízos causados pela fraude investigada.
As investigações apuram possíveis responsabilidades de pessoas que, segundo os órgãos responsáveis pelo caso, podem ter participado ou contribuído para o esquema de manipulação das demonstrações financeiras da varejista.
Americanas afirma que não é alvo da operação
Em nota, a Americanas informou que não é alvo da operação da Polícia Federal e destacou que vem colaborando com as autoridades desde que as inconsistências contábeis foram reveladas, em 2023.
A empresa também ressaltou que a atual administração é diferente daquela responsável pela gestão durante o período em que ocorreram as irregularidades investigadas.
Já os bancos Santander e Itaú informaram que colaboram com as investigações e prestam todas as informações solicitadas pelas autoridades. Outros citados na operação não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.
Fraude abalou o mercado financeiro
O caso Americanas veio à tona em janeiro de 2023, quando a empresa anunciou a existência de inconsistências contábeis estimadas em dezenas de bilhões de reais. A revelação desencadeou uma das maiores crises corporativas da história do país, levando a companhia a entrar em recuperação judicial e provocando prejuízos a bancos, fornecedores, investidores e acionistas.
Desde então, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e outros órgãos de fiscalização conduzem investigações para identificar os responsáveis pelas fraudes e apurar eventuais crimes financeiros, societários e contra o mercado de capitais.
A nova operação representa mais um avanço das apurações e busca reunir provas, garantir eventual reparação financeira aos credores e responsabilizar os envolvidos, caso as suspeitas sejam confirmadas pela Justiça.
Fonte: Folha de S.Paulo.





