Lista de boicote a empresas gera discussão em Franca; Cortez se manifesta
A circulação de uma lista que incentiva o boicote a empresas de Franca por supostas ligações com o Partido dos Trabalhadores (PT) provocou discussões nas redes sociais e manifestações de empresários e representantes políticos.
As publicações, compartilhadas em aplicativos de mensagens e redes sociais após o segundo turno das eleições, relacionam estabelecimentos comerciais de diferentes segmentos e orientam consumidores a deixar de comprar produtos ou contratar serviços dessas empresas.
A repercussão levou comerciantes a se manifestarem publicamente, contestando associações partidárias atribuídas aos seus estabelecimentos. O episódio também levantou preocupações sobre possíveis prejuízos à reputação dos negócios e a exposição de empresários e trabalhadores.
O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL), eleito deputado federal, manifestou-se na quarta-feira (28), por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais. O parlamentar criticou a divulgação das listas, condenou ameaças e colocou seu mandato à disposição das pessoas atingidas.
“Meu mandato está à disposição de todo mundo que foi exposto e que foi ameaçado”, afirmou Cortez.
O deputado também repudiou manifestações que incentivam a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas e defendeu a responsabilização de eventuais práticas ilegais.
A situação reacendeu o debate sobre liberdade de expressão, intolerância política e os limites das manifestações nas redes sociais.
Embora o consumidor tenha o direito de escolher onde comprar, ameaças, perseguições e práticas discriminatórias podem resultar em responsabilização judicial. No ambiente de trabalho, a discriminação por convicção política também é proibida pela legislação brasileira.
O caso segue repercutindo em Franca e evidencia os reflexos da polarização política nas relações comerciais e profissionais após as eleições.





