CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de Lulinha e sessão termina em confusão e agressão entre deputados
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, requerimentos para quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula. A votação ocorreu em meio a forte bate boca, empurra empurra e suspensão temporária da sessão.
Durante a confusão após a votação, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) admitiu que atingiu o deputado Luiz Lima, e pediu desculpas em plenário, afirmando que reagiu após ser empurrado e cair no chão. Já o líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem (RS), afirmou que acionará o Conselho de Ética por causa do episódio. A presidência da CPMI suspendeu os trabalhos por 15 minutos.
Governistas também questionaram o resultado, alegando suposta manipulação na condução da votação. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou irregularidades e declarou ter feito a contagem duas vezes. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que pretende recorrer ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para contestar a deliberação.
O requerimento de quebra de sigilos foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e, segundo informações divulgadas sobre a CPMI, a medida busca esclarecer a suspeita de que Lulinha possa estar relacionado a repasses investigados no âmbito das fraudes envolvendo descontos associativos no INSS. Uma das linhas citadas na apuração menciona mensagem atribuída ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, sobre um pagamento de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, expressão que, para investigadores, poderia se referir a Lulinha.
Em reação, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), saiu em defesa de Lulinha e declarou, em entrevista, que a família teria padrão de vida “bastante modesto”.
A CPMI do INSS foi instalada para investigar o esquema de fraudes e irregularidades ligadas a descontos e cobranças em benefícios previdenciários. A quebra de sigilos aprovada agora deve ampliar a coleta de dados financeiros e bancários no escopo das investigações, ao mesmo tempo em que aumenta a tensão política dentro do colegiado.





