Preço dos imóveis fechou 2025 acima da inflação e mercado segue aquecido em Franca e Ribeirão Preto
O preço dos imóveis no Brasil encerrou 2025 em alta acima da inflação, segundo dados do Índice FipeZap. No acumulado do ano passado, os valores de venda registraram aumento médio de 6,52%, superando o IPCA-15, prévia da inflação oficial, em 2,02 pontos percentuais.
Esse foi o segundo maior avanço anual da série histórica do indicador, ficando atrás apenas de 2024, quando os preços subiram 7,73%. O índice acompanha o comportamento do mercado imobiliário em 56 das principais cidades brasileiras.
Ao final de 2025, o custo médio do metro quadrado no país chegou a R$ 9.611. Apartamentos de um dormitório apresentaram o maior valor médio, de R$ 11.669 por metro quadrado, enquanto unidades de dois dormitórios tiveram o menor preço médio, de R$ 8.622.
O litoral de Santa Catarina manteve-se como a região mais cara do Brasil no fechamento de 2025. Balneário Camboriú liderou o ranking, com metro quadrado estimado em R$ 14.906, seguida por Itapema, com R$ 14.843. Itajaí e Florianópolis também figuraram entre os municípios com os preços mais elevados.
Entre as capitais e grandes cidades analisadas, Salvador e João Pessoa apresentaram as maiores valorizações no ano passado, com altas de 16,25% e 15,15%, respectivamente. Vitória também se destacou, com avanço de 15,13%, elevando o preço médio do metro quadrado para R$ 14.108.
Interior paulista acompanha valorização
Em Franca, o mercado imobiliário fechou 2025 com valores ainda abaixo da média nacional. O preço do metro quadrado na cidade varia, em geral, entre R$ 3.900 e R$ 6.000, conforme localização, padrão construtivo e tipo do imóvel. O setor manteve bom desempenho, especialmente no segmento de locação, com vendas apresentando estabilidade e leve tendência de valorização.
Já em Ribeirão Preto, um dos principais polos econômicos do interior paulista, os preços são mais elevados. O metro quadrado costuma variar entre R$ 6.500 e R$ 9.000, com bairros valorizados e novos empreendimentos superando essa média. A cidade encerrou 2025 com demanda aquecida, impulsionada pelo crescimento urbano, presença de universidades, hospitais e expansão do setor imobiliário.
Perspectiva para 2026
O levantamento reforça que o mercado imobiliário brasileiro entrou em 2026 mantendo a tendência de valorização, mesmo em um cenário de juros ainda elevados. No interior de São Paulo, a expectativa é de continuidade da demanda, com crescimento moderado dos preços e maior seletividade por parte dos compradores.
Imagens ilustrativas.






