A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva de 15 investigados por participação em um esquema de agiotagem com atuação em Franca e região. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após recurso do Ministério Público de São Paulo, que apontou riscos à ordem pública e ao andamento do processo.
Os réus haviam sido colocados em liberdade provisória em dezembro de 2025 por decisão da 3ª Vara Criminal de Franca, mediante medidas cautelares como comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato entre os investigados e restrição de saída da comarca.
No entanto, ao reavaliar o caso, o Tribunal entendeu que a soltura poderia favorecer a continuidade das práticas criminosas, além de representar risco de intimidação de vítimas e testemunhas. Com isso, foi determinada a expedição de novos mandados de prisão.
De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado atuava de forma organizada, oferecendo empréstimos com juros considerados abusivos e utilizando ameaças e, em alguns casos, violência para cobrança das dívidas.
As investigações tiveram início a partir da Operação Castelo de Areia, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que identificou uma estrutura com divisão de funções entre os integrantes da suposta organização criminosa.
A apuração aponta ainda que o esquema teria movimentado valores expressivos na região, reforçando a gravidade dos fatos investigados.
Entre os alvos da decisão, um dos investigados, Antônio Henrique Pimenta Mathias, é considerado foragido. Ele é apontado como participante de uma cobrança em que uma mulher teria sido agredida.
📋 Lista de investigados
Conforme consta no processo, são alvos da decisão judicial:
Rogério Alves dos Santos
Thiago Giacomini Cravo
Alex Alves dos Santos
Alex Sander Henrique da Silva
Patrick da Silva Delgado
Willian Fernando Alves do Nascimento
Wescley Mateus Carlos da Costa
Carlos Roberto de Souza
Bruno Ricardo de Matos Souto
Antônio Henrique Pimenta Mathias
Matheus Carrijo Machado
Leonardo Carrijo Machado
Renata Alves dos Santos
Pamela dos Santos
Maria Eduarda Teixeira de Almeida
Na decisão, o Tribunal destacou a existência de indícios consistentes de atuação contínua do grupo, com base em elementos como interceptações telefônicas e registros que indicariam o uso de ameaças e práticas coercitivas.
Diante desse cenário, a Justiça considerou necessária a prisão preventiva como forma de garantir a ordem pública e assegurar o regular andamento da ação penal.
O processo segue em andamento e tramita sob segredo de Justiça. Os investigados devem permanecer presos enquanto o caso continua sendo analisado.





