O presidente da Câmara Municipal de Franca, Fransérgio Garcia Braz (PL), foi citado em um boletim de ocorrência registrado na Delegacia Seccional de Polícia de Franca após ser denunciado pelo próprio tio, Roberto Pereira da Silva, de 75 anos, morador de Marília (SP). A ocorrência foi registrada como ameaça (artigo 147 do Código Penal).
No relato apresentado à polícia, Roberto afirma que emprestou R$ 37 mil ao sobrinho, por meio de Pix, e que o valor não teria sido devolvido. O tio relata que, ao cobrar o pagamento, passou a receber mensagens que interpretou como intimidadoras e que o vereador teria sugerido que ele praticava agiotagem. Roberto diz possuir comprovantes da transferência bancária.
O boletim também menciona uma procuração relacionada a um imóvel e aponta que, segundo a versão do denunciante, o pagamento teria sido condicionado à manutenção desse documento. Ainda de acordo com o registro, teriam sido enviadas mensagens com menção de que a “polícia” estaria aguardando a vítima, além do envio de uma imagem atribuída a um suposto “coronel”, conteúdo interpretado por Roberto como forma de intimidação.
Roberto manifestou interesse em representar criminalmente. Pelo fato de envolver um parlamentar, o caso foi registrado e tramita no âmbito da Delegacia Seccional, podendo resultar na abertura de inquérito para apuração.
Versão de Fransérgio dada ao F3
Procurado pelo F3 Notícias, o presidente da Câmara, Fransérgio Garcia Braz, afirmou que a denúncia não procede e disse que se trata de uma tentativa de extorsão motivada pelo fato de ele ser uma pessoa pública.
Segundo Fransérgio, o denunciante é ex-marido de uma tia e estaria tentando se beneficiar de um conflito familiar ligado a herança, envolvendo bens que, de acordo com ele, pertencem à mãe e às tias. Ele afirma ainda que o homem estaria tentando embargar um inventário para pressionar a família.
Sobre o dinheiro, Fransérgio declarou ao F3 que o valor foi obtido para ajudar o denunciante e que havia um juros combinado, mas que, após um desentendimento familiar, o homem teria tentado dobrar os juros, passando a fazer cobranças e ameaças, inclusive dizendo que viria a Franca “por ele ser uma pessoa pública”. Fransérgio afirma que respondeu que ele poderia vir, porque registraria boletim de ocorrência por ameaça.
O vereador também disse que possui comprovantes dos pagamentos já realizados, dentro do valor e das condições inicialmente combinadas, e afirma ter provas de que os fatos ocorreram anteriormente e que o denunciante estaria agindo como “aproveitador”.





