Cocapec alerta produtores sobre riscos de defensivos falsificados e reforça cuidados com armazenamento da produção
Durante visita da imprensa à Cocapec, em Franca, realizada na terçã- feira (26), jornalistas de diversos veículos de comunicação da cidade foram recebidos pelo presidente da cooperativa, Saulo, e por diretores da instituição e colaboradores. O encontro teve como objetivo aproximar a imprensa do trabalho desenvolvido pela cooperativa e reforçar temas de interesse direto dos produtores rurais da Alta Mogiana.
Entre os assuntos abordados, Juninho, um dos diretores da Cocapec, chamou a atenção para o avanço da falsificação de defensivos agrícolas no Brasil e para os prejuízos que esse tipo de crime pode causar no campo. Segundo ele, o produtor precisa redobrar os cuidados na hora da compra, evitando produtos sem procedência, sem registro no Ministério da Agricultura e sem comprovação técnica.
De acordo com informações divulgadas pela CropLife Brasil, cerca de 25% do mercado de defensivos agrícolas no país é considerado ilegal, envolvendo falsificação, contrabando, adulteração, roubo, furto e desvio de uso. O alerta é grave porque esses produtos não passam pelos testes e controles exigidos pelos órgãos competentes, podendo representar risco à saúde humana, ao meio ambiente e à produtividade das lavouras.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também alerta que agrotóxicos falsificados, contrabandeados ou sem registro oferecem risco à agropecuária pela ausência de procedência e eficácia, além de poderem comprometer a saúde de trabalhadores, consumidores e o meio ambiente. Em operações recentes, o Mapa já identificou produtos irregulares, adulterados e sem registro, determinando apreensões, interdições e medidas administrativas.
Na prática, o uso de defensivos falsificados pode fazer com que o produtor perca dinheiro duas vezes: primeiro pela compra de um produto sem eficácia e depois pelo prejuízo causado à lavoura. Juninho destacou que já houve casos em que produtos falsificados estavam diluídos em água, sem qualquer efeito no controle de pragas e doenças.
Franca e região também já apareceram em investigações relacionadas à falsificação de defensivos. Reportagens da EPTV/TV Globo registraram apreensões de agrotóxicos falsificados em Franca, incluindo casos com centenas de galões encontrados e prejuízo estimado em até R$ 100 milhões. Mais recentemente, a CropLife Brasil informou que uma fábrica clandestina foi localizada em São José da Bela Vista, na região de Franca, com apreensão de galões e produtos ilegais.
Além da compra segura de insumos, a Cocapec também reforçou a importância de o produtor armazenar sua produção em local adequado e seguro. O cuidado com a propriedade, com os insumos e com a produção é fundamental para reduzir perdas, evitar golpes e proteger o resultado de todo o trabalho desenvolvido no campo.
A orientação aos produtores é comprar defensivos apenas de revendas autorizadas, exigir nota fiscal, receita agronômica, verificar rótulo em português, lacres, bula, registro e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar a cooperativa, órgãos de fiscalização ou autoridades competentes.
Fontes: CropLife Brasil; Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF); Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); EPTV/TV Globo.





