Exoneração coletiva no Gaeco do Maranhão expõe crise institucional no Ministério Público
Uma crise institucional sem precedentes atingiu o Ministério Público do Maranhão neste fim de semana. Promotores de Justiça que integram o Gaeco formalizaram, no domingo (11), pedido de exoneração coletiva das funções no grupo.
A decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral de Justiça emitir parecer favorável à soltura de todos os 20 investigados presos no âmbito da Operação Tântalo II, que apura o desvio de aproximadamente R$ 56 milhões em verbas públicas no município de Turilândia.
Entre os investigados estão o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita, 11 vereadores, além de empresários e gestores públicos. No documento de exoneração, os promotores afirmam que o posicionamento da Procuradoria-Geral enfraquece a atuação do Ministério Público no combate às organizações criminosas e pode comprometer a credibilidade institucional de outras investigações em andamento.
Nesta segunda-feira (12), o Tribunal de Justiça do Maranhão não acatou o pedido de soltura e manteve a prisão preventiva da maioria dos investigados. A única exceção foi a servidora Clementina de Jesus, apontada como chefe do esquema, que teve a prisão convertida em domiciliar em razão de tratamento contra o câncer.
Apesar da decisão do Tribunal de Justiça manter as prisões, os promotores confirmaram a manutenção do pedido de exoneração das funções exercidas no Gaeco.
Em nota oficial, o Ministério Público do Maranhão informou que já nomeou um novo coordenador para o grupo e afirmou que a mudança não comprometerá a continuidade das investigações nem o andamento da Operação Tântalo II.





