A paixão pelo futebol e a tradicional corrida para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 ganharam um capítulo inusitado e preocupante em supermercados brasileiros.
Diversas redes varejistas de São Paulo e de outros estados têm registrado casos de garrafas da Coca-Cola sem os rótulos promocionais ou com sinais de violação, em meio à febre causada pela campanha da marca em parceria com a Panini, editora responsável pelo álbum oficial da Copa.
Relatos publicados nas redes sociais mostram consumidores encontrando embalagens violadas em unidades de redes como Carrefour, Assaí Atacadista, Sonda Supermercados e Oxxo. Em alguns casos, estabelecimentos passaram a reforçar a proteção dos produtos com fita adesiva para tentar evitar novas ocorrências.
O alvo da ação são embalagens promocionais da Coca-Cola Original e Coca-Cola Zero Açúcar, nas versões de 600 ml e 2,5 litros, que trazem figurinhas colecionáveis exclusivas no verso dos rótulos.
Além do prejuízo financeiro aos supermercados, a retirada dos rótulos compromete informações obrigatórias ao consumidor, como composição nutricional, validade, identificação do fabricante e código de barras, dificultando a comercialização dos produtos.
Um dos casos repercutiu após um consumidor relatar a situação em uma unidade do Carrefour, em São Paulo.
“Que falta de educação, para dizer o mínimo. Dezenas de garrafas sem rótulo nas prateleiras e geladeiras”, publicou nas redes sociais.
A promoção integra a campanha global da Coca-Cola com a Panini para a Copa do Mundo de 2026. Segundo informações divulgadas pela empresa, mais de 1 bilhão de embalagens promocionais devem circular em mercados selecionados ao redor do mundo até junho.
Ao todo, 14 jogadores fazem parte da coleção promocional, entre eles Harry Kane, Lamine Yamal, Virgil van Dijk e o brasileiro Gabriel Magalhães.
Em nota ao portal Metrópoles, a Coca-Cola informou que a promoção deve acontecer dentro das regras previstas e reforçou que a retirada dos itens sem a compra do produto contraria a proposta da campanha.
O episódio reacende o debate sobre comportamento do consumidor, respeito ao patrimônio coletivo e os limites entre o entusiasmo por promoções e os prejuízos causados ao comércio.
Fonte: Metrópoles, Coca-Cola Brasil .





