Padre condenado por abuso em Franca é preso por novo caso no litoral de SP
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso temporariamente em Praia Grande, no litoral de São Paulo, durante uma investigação por suspeita de estupro de vulnerável. O caso ganhou repercussão após vir à tona que o religioso já havia sido condenado pela Justiça de Franca por crimes sexuais contra uma criança.
A prisão foi cumprida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, por determinação da 2ª Vara Criminal do município. A medida é temporária e, segundo informações divulgadas sobre o caso, a Justiça também determinou medidas protetivas que impedem o investigado de manter contato ou se aproximar das supostas vítimas.
A investigação atual envolve uma jovem de 19 anos que atuava como coroinha. Segundo o relato apresentado à polícia, ela e o namorado frequentavam a residência do padre havia alguns meses. A jovem afirmou que, durante um desses encontros, teria sido vítima de importunação sexual enquanto o namorado dormia. As circunstâncias relatadas são investigadas pela Polícia Civil e deverão ser esclarecidas no decorrer do inquérito.
O histórico do religioso voltou a ganhar destaque porque Jucelino já havia sido condenado pela Justiça de Franca, em 2009, a 12 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra uma menina de 10 anos.
O processo anterior envolveu fatos ocorridos quando o religioso mantinha contato com a família da criança, residente em Franca. O caso chegou às autoridades após a vítima relatar os abusos a uma familiar. A condenação resultou no cumprimento da pena, posteriormente considerada extinta pela Justiça.
A defesa de Jucelino de Oliveira informou que apresentou pedido de habeas corpus buscando a revogação da prisão temporária ou sua substituição por outras medidas cautelares. Os advogados ressaltam que a prisão atual possui caráter cautelar e não representa uma condenação no novo caso. A defesa também destaca que a pena referente ao processo anterior foi integralmente cumprida e sustenta que deve ser respeitado o princípio da presunção de inocência.
O novo caso permanece sob investigação. A prisão temporária é uma medida adotada durante a apuração dos fatos e, por si só, não significa que o investigado tenha sido considerado culpado das acusações atuais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais




