Temporais deixam 20 feridos, atingem mais de 20 mil pessoas e provocam destruição no Rio Grande do Sul
Chuvas intensas, granizo e ventos fortes causaram estragos em dezenas de municípios, destruíram residências e deixaram famílias fora de casa.
Os fortes temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde domingo (1º) provocaram destruição em diversas cidades, deixaram 20 pessoas feridas e afetaram mais de 20 mil moradores. Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na quarta-feira (4), foram registradas 90 ocorrências em 84 municípios, dos quais 77 relataram danos materiais ou vítimas.
As tempestades foram acompanhadas de chuvas intensas, granizo, vendavais e enxurradas, causando prejuízos a residências, escolas, unidades de saúde e à infraestrutura urbana.
De acordo com os dados oficiais, 3.882 casas foram danificadas, sendo 1.297 destelhadas. Outras quatro residências foram destruídas e 35 ficaram alagadas. Ao todo, 75 pessoas estão desabrigadas e 74 desalojadas.
Nova Prata concentra maior número de feridos
O município de Nova Prata, na Serra Gaúcha, foi um dos mais atingidos. Quinze pessoas ficaram feridas e aproximadamente 2.700 residências sofreram danos. Sete escolas também foram afetadas.
Em Espumoso, duas pessoas ficaram feridas. Os municípios de Passa Sete, Santo Ângelo e Água Santa registraram uma vítima ferida cada.
Em Passa Sete, na região central do estado, mais de 4,1 mil moradores foram afetados pelos temporais. Duas casas foram destruídas e outras 52 ficaram destelhadas.
Já em Passo Fundo, o volume de chuva chegou a 126 milímetros em apenas seis horas, provocando alagamentos, danos em imóveis e problemas na infraestrutura da cidade.
Ventos próximos de 100 km/h
A força dos ventos também chamou a atenção. Em Getúlio Vargas, as rajadas chegaram a 99,3 km/h, enquanto Santo Ângelo registrou ventos de aproximadamente 94,7 km/h.
Os temporais provocaram quedas de árvores, danos à rede elétrica, bloqueios de vias e prejuízos em estabelecimentos comerciais.
Além das residências, o levantamento estadual contabilizou danos em 41 estabelecimentos de ensino e nove unidades de saúde.
Defesa Civil acompanha situação
Apesar da gravidade dos estragos, não havia registro de mortes ou desaparecidos no balanço oficial divulgado até a tarde de quarta-feira (4).
Equipes da Defesa Civil seguem mobilizadas para prestar assistência aos municípios atingidos e acompanhar a situação das famílias afetadas.
As autoridades alertam que os números são preliminares e podem sofrer alterações conforme novos levantamentos sejam encaminhados pelas prefeituras.
O episódio reforça a preocupação com a ocorrência de fenômenos meteorológicos severos no Sul do Brasil, especialmente diante da previsão de novas instabilidades associadas à formação de sistemas de baixa pressão e ciclones extratropicais.
Denir Alves | F3 Notícias
Foto : Eduardo Canali / Divulgação / CP
Fontes: Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e imprensa nacional. Balanço oficial de 4 de novembro de 2026.





