A Prefeitura de Franca informou, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, que a sinalização e os desvios de trânsito referentes às obras antienchente tiverão início nos próximos dias, nas imediações do Córrego dos Bagres, na região do posto Galo Branco.
Apesar de as intervenções estruturais estarem previstas para começar apenas na semana do dia 7 de maio, as mudanças no trânsito irão impactar diretamente uma das áreas mais movimentadas da cidade. Segundo relatos de moradores e comerciantes, uma das principais avenidas e rotatórias da região será interditada sem aviso prévio amplo à população, o que tem gerado insatisfação.
No posto Galo Branco, comerciantes afirmam que a falta de planejamento e comunicação prejudica diretamente o funcionamento dos estabelecimentos. Um dos casos mais emblemáticos é o da loja Formula Shop, que encerrará suas atividades no local e passará a atender em outro endereço devido às dificuldades que as obras irão gerar.
Outro ponto que levanta questionamentos é a justificativa da intervenção. De acordo com moradores, a região s não registra episódios recentes de enchentes, ao contrário de outros pontos críticos da cidade, como a avenida Ismael Alonso e Alonso, nas proximidades do prédio da Polícia Civil, onde alagamentos são recorrentes e, até o momento, não foram contemplados com intervenções.
A condução da obra também reacende críticas à gestão municipal, especialmente após a reforma da Praça Barão, que se estendeu por mais de dois anos e foi amplamente contestada pela população. Entre os principais pontos de insatisfação está a substituição dos tradicionais bancos de madeira por estruturas de concreto, que apresentaram desgaste precoce poucos meses após a entrega.
Nas redes sociais, a repercussão tem sido intensa. Internautas criticam a condução do projeto e levantam dúvidas sobre sua efetividade e o momento da execução. Entre os comentários, destacam-se manifestações como: “enfim o início do caos”, além de publicações com emojis que remetem a críticas à gestão pública. Outros apontam preocupação com a duração das obras, afirmando que “vai demorar mais de um ano”, e relembram intervenções anteriores, como a obra que está acontecendo em frente à concessionária Fiat, citada como exemplo de prejuízos ao comércio local.
Também há questionamentos sobre o momento da intervenção, com comentários como “obra antienchente em ano eleitoral ?” e cobranças mais amplas, como “quando haverá um projeto que realmente seja funcional?”.
Diante do cenário, moradores e comerciantes cobram mais transparência, planejamento e prioridade na execução de obras públicas, especialmente em áreas que enfrentam problemas recorrentes e já conhecidos pela população.





