O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, inaugurou nesta quinta-feira (28) o Hospital Estadual Três Colinas “Dom Diógenes Silva Matthes”, em Franca. A unidade hospitalar recebeu investimento de aproximadamente R$ 186 milhões do Governo do Estado e atenderá pacientes de 22 municípios da região, beneficiando cerca de 723 mil habitantes.
Nesta primeira fase de implantação, o hospital inicia as atividades com 115 leitos em funcionamento, sendo 105 de internação e 10 de recuperação anestésica. A previsão é que o restante da estrutura seja entregue no segundo semestre deste ano, alcançando mais de 220 leitos.
O Hospital Estadual oferecerá atendimentos de média e alta complexidade, incluindo clínica médica, psiquiatria, pediatria, cardiologia, urologia, oftalmologia e traumato-ortopedia. A unidade também contará com UTI adulta, pediátrica e neonatal, cirurgias eletivas, ambulatórios e Hospital Dia. Aproximadamente 1,3 mil profissionais devem atuar no funcionamento do complexo hospitalar.
A inauguração, no entanto, reacendeu um tema que há anos gera debate nos bastidores políticos de Franca: quem realmente foi responsável por conquistar a vinda do Hospital Estadual para a cidade.
Em entrevista ao F3 Notícias, o ex-prefeito de Franca, Gilson de Souza, afirmou que a articulação inicial para a implantação da unidade ocorreu durante sua gestão como prefeito de Franca, ainda no governo estadual de Rodrigo Garcia.
Segundo Gilson, é natural que diferentes lideranças políticas tentem associar suas imagens à obra após a inauguração.
“Filho feio ninguém quer ser o pai, mas filho bonito todo mundo quer ser”, declarou o ex-prefeito ao F3 Notícias.
Gilson afirmou ainda que na ocasião realizou diversas reuniões, reivindicações e articulações junto ao Governo do Estado para defender a necessidade do hospital regional em Franca, diante da crescente demanda da saúde pública regional.
Nos últimos anos, diferentes lideranças políticas da cidade e da região passaram a citar participação no processo de implantação da unidade, o que transformou o hospital em um dos temas mais disputados politicamente no município.
Apesar das divergências sobre a autoria política da conquista, a inauguração do Hospital Estadual é considerada um marco para a saúde pública regional, principalmente pela ampliação da capacidade de atendimento especializado e pela descentralização dos serviços hospitalares de alta complexidade.
Segundo o Governo do Estado, a unidade foi planejada para reduzir filas, ampliar o acesso a procedimentos especializados e fortalecer a rede regional de saúde do interior paulista.





