Vereador chama professores em greve de “vagabundos” durante votação de reajuste e sessão termina em tumulto na Câmara de SP
A sessão da Câmara Municipal de São Paulo que discutia o reajuste salarial dos servidores públicos municipais terminou em confusão na última quarta-feira (13), após declarações do vereador Lucas Pavanato (PL) contra professores da rede municipal que acompanhavam a votação em greve.
Durante discurso no plenário, o parlamentar chamou manifestantes de “vagabundos”, gerando forte reação entre vereadores da oposição e servidores presentes.
“Quem faz greve e não trabalha é vagabundo. Se a carapuça serviu, o problema é de vocês”, declarou o vereador, conforme transmissão oficial da Rede Câmara SP.
Após a fala, a vereadora Silvia Ferraro (PSOL) reagiu, e a discussão escalou, levando à suspensão temporária da sessão.
Reajuste aprovado
Na mesma sessão, os vereadores aprovaram, em segundo turno, o projeto de reajuste geral anual dos servidores municipais, com 35 votos favoráveis e 16 contrários.
Segundo a Câmara Municipal de São Paulo, a proposta prevê:
2% de reajuste a partir de 1º de maio de 2026
1,48% a partir de 1º de maio de 2027
O texto foi encaminhado para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Entidades sindicais e parlamentares da oposição criticaram o índice aprovado, afirmando que o percentual não recompõe as perdas inflacionárias acumuladas da categoria.
Repercussão nacional
O episódio repercutiu amplamente nas redes sociais e em veículos de imprensa nacionais, reacendendo o debate sobre valorização docente, direito de greve e respeito aos profissionais da educação.
Fontes:
Câmara Municipal de São Paulo / Rede Câmara SP (transmissão oficial da sessão)
G1 São Paulo
CNN Brasil
Metrópoles





