A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o avanço de um novo surto de ebola na África Central, com casos confirmados na República Democrática do Congo e em Uganda.
O alerta foi emitido diante do risco de propagação internacional da doença, especialmente pela circulação de pessoas entre países da região e pela dificuldade de contenção em áreas afetadas por conflitos e infraestrutura precária de saúde.
De acordo com a OMS, o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola para a qual não há vacina licenciada nem tratamento específico aprovado, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias globais.
Na República Democrática do Congo, epicentro do surto, o Ministério da Saúde confirmou inicialmente 8 casos laboratoriais positivos e 80 mortes sob investigação relacionadas à doença, além de centenas de casos suspeitos. Os números seguem em atualização e podem aumentar conforme novas confirmações laboratoriais. Em Uganda, dois casos importados já foram confirmados, incluindo uma morte.
A OMS destacou que, embora a situação não seja considerada uma pandemia, o momento exige mobilização internacional imediata para evitar que o vírus ultrapasse fronteiras e provoque uma crise sanitária ainda maior.
O que é o ebola?
O ebola é uma doença viral grave, com alta taxa de mortalidade, transmitida por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, além de superfícies contaminadas.
Os principais sintomas incluem:
• Febre alta súbita
• Fraqueza intensa
• Dores musculares
• Vômitos
• Diarreia
• Sangramentos em casos graves
Segundo especialistas, surtos anteriores da variante Bundibugyo registraram taxa de letalidade entre 30% e 50%, embora isso possa variar conforme a rapidez do atendimento médico e da contenção epidemiológica.
Risco global
O temor das autoridades está relacionado à circulação transfronteiriça entre Congo, Uganda e países vizinhos, como Sudão do Sul e Ruanda.
A OMS reforçou medidas emergenciais como:
• rastreamento de contatos
• isolamento de casos suspeitos
• vigilância em aeroportos e fronteiras
• mobilização comunitária
• reforço no atendimento hospitalar
Até o momento, não há registro de casos no Brasil.
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), Reuters e CDC.





